sábado, fevereiro 08, 2014

Sou Areia. Sou Água.

A letra da música Primeiros Erros, da banda Capital Inicial, define quem eu sou. Sou Areia. Sou Água. “Meu caminho é cada manhã. Não procure saber onde estou. Meu destino não é de ninguém.E eu não deixo os meus passos no chão. Se você não entende não vê. Se não me vê, não entende.” Sou Areia. Sou Água. Não adianta tentar prender-me em suas mãos. Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Não procure saber meus caminhos. Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. A cada manhã tenho um caminho a ser traçado. Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Não queiras saber onde estou, pois Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Meu destino não é de ninguém. Nem meu. Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Se não entende isto, não me verá, pois Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Se não vê isto, não me entenderá em essência. Sou Areia. Sou Água. Sou Areia. Sou Água. Não adianta prender-me em suas mãos, em seus sonhos, ou desejos. Sou Areia. Sou Água. Água e Areia escapam das mãos. Mas Areia com Água e cimento certo edificam castelos indestrutíveis. E Água na Areia faz brotar as mais belas flores. Sou Areia. Sou Água.

BRINCADEIRA DE CRIANÇA

Estava a conversar com um dos confrades de nossa Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, e eis que surgiu na mesa de debates a proposta de eu escrever algo que nos remetesse à infância. Eis que aqui estamos A vida de qualquer ser humano possui suas peculiaridades. E como tal a minha não poderia ser diferente. Todos passamos pelo período da infância. Mas muitos apenas passam e não vivem intensamente esta fase mágica e lúdica da vida. E com certeza os adultos de hoje, que não foram crianças ontem, e que não guardam dentro de si memórias e fantasias da infância, são muito mais duros, e infelizes. São pessoas que não sonham, que deixaram a criatividade de lado. Mas relembrando minha infância, não esqueço dos primeiros momentos desta fase no Rio de Janeiro onde nasci e morei até meus sete anos de idade. Na rua Magé, no bairro da Penha, conheci as primeira brincadeiras como a bola de gude e a pipa. As pipas eram brincadeiras de meninos mais velhos devido aos perigos inerentes às mesmas. Já as bolas de gude uma brincadeira saudável e que os menores, como eu, podiam brincar na rua, ou dentro de casa. As bolas de gude foram trazidas ao Brasil pelos portugueses. O nome gude vem da palavra godê, que significava bolas arrendondadas. Esta brincadeira não é tão nova assim entre os meninos. Os relatos arqueológicos dão conta de que as mesmas já existiam no antigo Egito no ano 3.000 AC, e na Grécia antiga no na ano 2.000 AC. Eu não brinquei nesta época, mas tive contato com as bolinhas coloridas, e de vidro, na década de 70 do século XX. Aos 7 anos minha família se mudou definitivamente do Rio de Janeiro para o Ceará. E aqui nas terras alencarinas o que antes conhecia como bola de gude e pipa, mudaram seus vocabulários para bila e arraia. No começo estranhei. Mas depois descobri que o mais importante não são os regionalismos excludentes, mas o prazer que a brincadeira proporciona. Em Camocim, na rua Santos Dumont já brincava com as bilas disputando com os amiguinhos. Na frente de casa havia um campo de futebol, ao lado da prefeitura municipal, onde marcávamos os buracos e iniciávamos as disputas. Mesmo como criança, surgia dentro de nós o espírito de competição e conquista. Mas foi na cidade de Aracati, para onde nos mudamos quando eu já tinha 10 anos em 1981, que me interessei mais ainda por esta saudável brincadeira. Nem mais me lembrava o que era bola de gude. Mas sabia o que eram as bilas. E quanto mais tinha, mais queria. Porém o mais gostoso do que comprar, era mesmo ganhar as bilas dos amigos. As pequenas esferas de vidro brilhante me encantavam. Eram de diversas cores. Azuis, verdes claras e escuras, brancas e transparentes. Na velha Aracati, o palco das disputas já não era mais um campo de futebol, mas os canteiros da rua Coronel Alexanzito, onde eu morava. Após as aulas no Colégio Salesiano, o encontro era certo nos canteiros. Vestidos de bermuda com os bolsos cheios de bilas, e latas não menos lotadas, buscávamos mais bolinhas para nosso deleite. As maneiras de jogar eram diversas. Mas o que era legal era jogar com força e chegar a quebrar a bila do adversário. E a força se impunha no jogo. Logo inventaram o “cocão”, uma bila maior de vidro branco, que era detonadora. Consegui algumas destas, mas só fiquei mais feliz quando comprei o que havia de mais moderno e eficiente em termos de bilas. Eram as desejadas esferas de rolamento de trator, que eram de ferro. Estas sim verdadeiramente poderosas. Objetos de desejo de poucos, mas conquistadas por mim. Enfim, as conquistas de adulto passam pelos aprendizados das brincadeiras de criança de outrora.

domingo, janeiro 05, 2014

Enfim, sou privilegiado e rico... Nada mais.

Na vida realmente só existem duas situações nas quais ficamos mais ricos ao gastarmos nosso suado dinheiro ganho neste país. A primeira é quando viajamos. Como é bom viajar! Conhecer novas culturas, novos locais, fazer amizades fora de nossa zona de conforto. Apreciar sabores da culinária e das bebidas das terras que conhecemos. Guardar na memória, e nas fotos, os momentos únicos vivenciados sozinhos ou acompanhados. A segunda situação em que gastamos nosso tempo concentrado, pois é assim que definiria o dinheiro, é quando estudamos e ampliamos a nossa cultura. Através da leitura, dos novos conhecimentos adquiridos nos bancos escolares, conseguimos também dar asas à liberdade e voar em uma viagem. Esta às vezes preliminarmente onírica, mas que se for perseguida torna-se real. Eu me sinto privilegiado por desde cedo ter descoberto que as viagens e os estudos nos tornam mais ricos e livres. As viagens são profundas. Elas começam logo cedo ao nascermos e sairmos do ventre materno para conhecermos este mundo e a luz. Viagens não são apenas a que fazemos para conhecer cidades, estados, países. Viagens fazem parte de nossa história de vida e que nos remetem às estórias de vida. Nestas indas e vindas de viagens de vida, existiu o momento de decidir o que fazer como labor. A família queria Medicina. Mas a paixão pelas ciências humanas e sociais falaram mais alto. Me decidi por duas profissões irmãs siamesas. Direito e Jornalismo. Ou seria Jornalismo e Direito? No princípio fui questionado porque desejara fazer duas faculdades. E os leigos em escolhas na vida ainda insinuavam que as mesmas não se completavam e que deveria eu fazer apenas uma delas. Outros ainda tinham a visão de que o Direito se relacionava apenas à advocacia ou à magistratura. Alguns viam o jornalismo apenas como instrumento de divulgação dos fatos do cotidiano. Como estavam enganados. Desafiei e segui em frente amando os dois cursos escolhidos e concluídos. Já nos bancos acadêmicos descobri premissas básicas que unem as duas profissões, e divergem de seus conceitos formais. Que necessariamente quem faz Direito não necessita advogar. E quem faz jornalismo não se obriga a somente divulgar os fatos do cotidiano. No Brasil, as duas profissões em seus valores e características se fundem. Em um passado não muito distante, eram os rábulas e advogados militantes que escreviam nos tabloides da época. São duas profissões que se obrigam a ter que labutar com, pelo menos, dois lados, duas opiniões, duas situações de um antagonismo entre fatos jurídicos ou jornalísticos. A eterna busca de uma verdade; se é que a mesma existe. Uma coisa é certa em relação a estas duas ciências humanas. As mesmas ajudaram-me a ter uma visão mais crítica da vida, das artes, da política, da justiça; enfim, da sociedade e de suas mazelas. Os anos passaram-se. As aulas na faculdade terminaram. Comigo ficaram as lembranças de mestres, colegas de aula, e aprendizados. A viagem prosseguiu. E ao longo da viagem da vida não esperamos por coincidências ou reencontros. Mas estes acontecem. E às vezes de forma inusitada e alegremente, o que me leva a perceber o quanto sou privilegiado. Senti-me lisonjeado quando em 2010, um amigo do curso de Direito, que também é advogado e jornalista convidou-me a ser um integrante da mais nova academia literária do Ceará. No caso Reginaldo Vasconcelos, idealizador e fundador da ACLJ – Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, estabelecida em 4 de maio de 2011 na ACI – Associação Cearense de Imprensa. Mas alguns podem se perguntar porque eu, um humilde advogado e jornalista, seria privilegiado com tal convite. Para alguns mais críticos poderia ser por eu não ter escrito um livro e estar em uma academia literária com alguns notáveis por suas histórias de vida. Mas desde o princípio soube dos propósitos modernos e inclusivos da nova academia, que em 2014 completa seu terceiro ano de existência. Uma academia que não buscou apenas incluir escritores de livros, mas acadêmicos que expressam suas visões de vida das mais diversas formas, e nos mais diversos veículos como o rádio, televisão e internet. Uma academia que valoriza mais as expressões de pensamentos, do que as formas como as mesmas são divulgadas. O mais importante se tornou a mensagem. Convite aceito. Sinto-me privilegiado, sim, por pertencer à ACLJ – Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, e me orgulho de ser jornalista e advogado, ocupando a cadeira de número 19, cujo patrono é o jornalista Demócrito Dummar que antes de ser guindado a comandante maior do sistema O Povo de comunicação, passou pelos bancos universitários da Faculdade de Direito da UFC. E a certeza de ser privilegiado se ampliou. Não de forma soberba. Mas de forma respeitosa e com orgulho de integrar um grupo seleto. E o meu orgulho e reverência para com alguns de seus integrantes se tornaram fato concreto. Cheguei à conclusão da razão de ser mesmo um privilegiado nesta academia. Privilégio este, modéstia à parte, único à minha pessoa, e impossível a alguns dos confrades. Foi na nossa ACLJ que tive a oportunidade de reencontrar seres de minha história de vida, aprendizados, e viagens. Sinto-me mais privilegiado ainda pois tenho como confrades pessoas que foram importantes em minha formação acadêmica no Direito e no Jornalismo. Nos assentos da Academia tive a satisfação de perceber que agora estava a caminhar novamente com dois professores de meu curso de Jornalismo, e com dois professores de meu curso de Direito. O mais interessante é que, em momentos distintos, tirei fotos com uma dupla formada por um professor de cada curso. Mestres com os quais tenho passos na aprendizagem de minha viagem por esta vida. A primeira foto é mais descontraída. Nela ao meu lado direito tenho o jornalista e professor Geraldo Jesuíno da Costa, que ocupa a cadeira de número 32, cujo patrono perpétuo é Raimundo Girão. Falar de Geraldo Jesuíno é motivo de orgulho. Homem simples, amante dos livros e das artes gráficas. Com ele pude conhecer de perto, e na prática, as artes gráficas na Imprensa Universitária da Universidade Federal do Ceará, onde estagiei. Este professor foi o meu orientador e maior incentivador para terminar minha monografia do curso de Jornalismo, que concluí em apenas quinze dias. Ao lado esquerdo tenho a satisfação de ter o magistrado e professor Aluísio Gurgel do Amaral Júnior, que ocupa a cadeira de número 14, cujo patrono perpétuo é Aluísio Gurgel do Amaral. Aluísio foi um professor do curso de Direito que nos mostrou que além da formalidade jurídica, por baixo de uma toga existe um ser humano. E no caso dele um ser humano amante das artes e da boa música. Aluísio chegou a nos mostrar seus dotes melódicos ao som dos acordes do violão após as aulas de Direito na faculdade. Já a segunda foto é um pouco mais formal, pois estamos com as vestes talares de nossa ACLJ. Como na primeira, coincidentemente, tenho um professor de Jornalismo ao meu lado direito, e um do Curso de Direito ao meu lado esquerdo. Pelo Jornalismo tenho a ilustre figura do jornalista e professor Vianney Campos de Mesquita, ocupante da cadeira de número 22, cujo patrono perpétuo é José Rebouças Macambira. Vianney foi o professor que nos bem acolheu no curso de Jornalismo da UFC – Universidade Federal do Ceará. Foi através do mestre Vianney Mesquita que conhecemos como seria nosso curso ao longo de quatro anos. Destacamos ainda que com ele viajamos e conhecemos a estrutura da universidade fora de Fortaleza, chegando a conhecer a bela cidade de Sobral. Ainda na faculdade Vianney Mesquita incentivava seus alunos a escrever artigos e a se interessarem em ser autores de obras acadêmicas bem antes da conclusão do curso. Já ao meu lado esquerdo na segunda foto tenho o advogado e Professor Paulo Maria de Aragão. Paulinho, como o chamo carinhosamente, iniciou-me na paixão pelo Direito do Trabalho, para mim, ramo jurídico de fundamental importância na vida, e nas relações sociais do cidadão. Paulo Aragão, soube entender as vezes em que eu chegava atrasado na sua aula no primeiro horário da UNIFOR – Universidade de Fortaleza. O atraso ocorria porque eu saía dos estúdios da televisão, onde trabalhava, direto para a sala de aula. Ao adentrar na sala logo escutava o velho bordão do professor: “Repórter, chegou?” Esta sua compreensão se deve ao fato de que também, no passado, ele exerceu atividades jornalísticas na redação. Aqui eu agradeço a estes mestres com carinho e respeito por poder novamente, na viagem da vida, estar ao lado dos mesmos. Por isto sou um acadêmico da ACLJ privilegiado. Enfim, sou privilegiado e rico.... Nada mais.

quarta-feira, agosto 21, 2013

CARTA AO MINISTRO ANTÔNIO PATRIOTA

Exmo. Sr. Ministro das Relações Exteriores, Sr. Antônio de Aguiar Patriota. A cada acontecimento neste país, me envergonha de ser brasileiro. Me envergonha pela nossa péssima classe política, e também pelo péssimo serviço público que é prestado a nós brasileiros. Eu, até pouco tempo, acreditava que o Ministério das Relações Exteriores, Itamaraty, seria um serviço de excelência. Mas, sem surpresa alguma, percebi que é um serviço público como qualquer outro. Sem respeito a nós brasileiros, que pagamos impostos que mantém a capenga e falaciosa máquina pública brasileira, onde aqui incluímos também nosso corpo diplomático. Nesta quarta-feira (21.08.13) tive que ligar de Fortaleza, Ceará, Brasil, para o Consulado do Brasil em Los Angeles, com o fito de resolver um problema com urgência. E fiquei chocado com o péssimo atendimento a quem faz uma ligação internacional, para ser atendido por servidores públicos, pagos por nossos impostos. Apenas fui informado, por um rapaz que se denominou de recepcionista, chamado Fabrício, que ninguém no consulado poderia atender uma simples ligação feita do Brasil para os USA. Mas porque? Seriam os integrantes do corpo diplomático brasileiro seres do Olimpo, acima do bem ou do mal? Seriam super servidores públicos internacionais que não podem atender bem os que moram no Brasil e pagam seus salários. Um Absurdo. Aqui manifesto meu protesto contra esta falta de cordialidade e acolhimento a quem precisa. Os que integram o Consulado do Brasil em Los Angeles, devem saber que antes de serem integrantes do Corpo Diplomático, são Servidores Públicos, e como tal deveriam agir. Se não podem atender um simples telefone, porque os mesmos constam no site http://losangeles.itamaraty.gov.br/pt-br/? Se só pode fazer reclamações ou pedir informações por e-mail, por que os endereços eletrônicos não estão no mesmo site? INEFICIÊNCIA TOTAL. No site de vocês nem existem informações claras de como contactá-los através de e-mail. O formulário de contato não funciona. E o telefone 061-2030.6161 não funciona também. Será que alguém ainda trabalha aí? Será que pelo menos fecharam a porta e apagaram a luz ao sair? Esquecem-se os “servidores públicos” do Itamaraty, que o bom atendimento dos órgãos públicos também está previsto em nossa Constituição Federal, de acordo com os princípios do Direito Administrativo, e de nosso Código de Defesa do Consumidor. Art. 22. Os órgãos públicos, por si ou suas empresas, concessionárias, permissionárias ou sob qualquer outra forma de empreendimento, são obrigados a fornecer serviços adequados, eficientes, seguros e, quanto aos essenciais, contínuos. Parágrafo único. Nos casos de descumprimento, total ou parcial, das obrigações referidas neste artigo, serão as pessoas jurídicas compelidas a cumpri-las e a reparar os danos causados, na forma prevista neste código. Não resolvi meu problema com o Consulado de Los Angeles. Serei compelido a ainda pagar impostos para manter a ineficiente, letárgica, falaciosa, arrogante máquina pública brasileira. E para mim resta apenas aguardar a conta telefônica no fim do mês para pagar por algo, que só me gerou chateação. Fernando Dantas Advogado

sexta-feira, junho 21, 2013

Transporte para a Consciência

Sinceramente, alguns criticam as recentes mobilizações populares em nosso país. Mas temos que fazer uma análise mais crítica que vai além das manifestações, e das posições contrárias às competições da FIFA em 2013 e 2014. O Brasil, é inegável, conseguiu avançar um pouco em relação ao seu desenvolvimento social, democrático e econômico nos últimos anos. E isto não se deve apenas ao PT, como alguns tentam alardear. Mas deve-se também a algumas ações de FHC e também do PMDB na época do movimento Diretas Já. Não existe o “Pai da Criança”. Agora o “PHODA”, com PH mesmo, é ver o PT, antigo e distante Partido dos Trabalhadores, querer fazer o povo brasileiro de palhaço em relação as recentes manifestações. Continua pregar a velha prática de falar uma mentira repetidas vezes, até que a mesma seja aceita como verdade. O que estou relatando não é uma crítica simplista, preconceituosa ou sectária. Mas apenas uma observação real dos fatos reais. Mesmo diante do caos existente no modal de transporte utilizado no país, que levou a diversas manifestações Brasil afora, a direção nacional do Partido que se dizia dos trabalhadores tenta insistir subliminarmente em nota publicada em seu site (http://www.ptceara.org.br/noticias/texto.asp?id=5562) que muito se avançou nos últimos dez anos. Chegam a dizer que as manifestações são legítimas e comprovam os avanços democráticos nesta nação, querendo insinuar que isto é fruto das práticas espúrias antes condenadas pelo “PT”, e que na prática faz cair de medo o tucano mais emplumado que conheço. É mais Cara de Pau ainda querer passar uma imagem de que o sistema de transporte no país melhorou graças as práticas “administrativas” petistas. Ao ler o trecho seguinte, percebe-se a CARA DE PAU em insistirem em nos fazer de palhaços: “Na área de mobilidade urbana, que agora catalisa manifestações em centenas de cidades, várias conquistas ocorreram em governos do PT, como o Bilhete Único, pelo Governo Marta em São Paulo, que resultou na redução de 30% no custo do sistema.” Ver um partido, que se aproveita da falta de consciência política de um povo humilde, devido à falta de direito à educação de qualidade desde a colonização, e que por desconhecimento dos fatos, idolatra um nordestino em que se espelham pela origem, é dose. Lula é nordestino de nascimento, mas hoje é mais adepto ao capitalismo sulista que muitos de São Paulo que possuem origem judaica. Além de usarem a imagem do verdadeiro nordestino, que sabe o que é a seca, desemprego, falta de serviços básicos, e ter viver de favores públicos através de políticas paternalistas e populistas. Ao fazer esta nota os “companheiros” petistas ficam citando o exemplo de São Paulo como boa prática de gestão e desenvolvimento do transporte público neste país. Uma grande falácia que vai contra os discurso político eleitoreiro petista. Primeiro porque a Paulicéia desvairada, onde morei por dois anos, não é o centro do universo no país. E segundo porque foi na São Paulo hoje administrada por outro Fernando, o Hadad, foi o foco inicial ao lado de Porto Alegre, nas recentes manifestações. O Certo é que ao longo destes dez anos, o PT contribuiu um pouco para que a nossa juventude, com o olhar dos veteranos com alma jovem, despertasse e percebesse que não existe verdade absoluta, e bandeiras vermelhas com estrelas também podem ser queimadas, já que em uma década não foi feito P.N. em termos de modernidade no transporte público deste país. Seja em São Paulo, ou em Garanhuns. Então as manifestações são na verdade o transporte para a consciência dos que letargicamente ainda dormiam em berço esplêndido.

quarta-feira, janeiro 16, 2013

DESCASO COM O MEIO AMBIENTE DE FORTALEZA

Já não é de hoje que vivemos sob os ditames de quem detém o capital. Em um país subdesenvolvido politicamente, e desenvolvido com base nos “jeitinhos”, como o Brasil, estas práticas cada vez mais enojam o cidadão brasileiro. Quem tem dinheiro acha que pode comprar a tudo, e a todos. Acham que podem comprar até mesmo a natureza, o meio ambiente, para que ampliem ainda mais seus lucros com base na exploração de riquezas e patrimônios naturais. É simplesmente acintosa a situação registrada recentemente na cidade de Fortaleza, onde literalmente a gestão passada da prefeitura do PT demonstrou sua falta de compromisso para com a cidade. Após uma série de discussões jurídicas acerca de autorizações e alvarás para construções danosas ao meio ambiente do que resta das dunas do Parque do Cocó, a administração petista cedeu à pressão e ao dinheiro da especulação imobiliária, demonstrando mais uma vez o estelionato eleitoral sofrido pelos fortalezenses nos últimos 8 anos. Utilizando-se de TAC – Termo de Ajustamento de Conduta, a Prefeitura de Fortaleza através da PGM - Procuradoria do Município e da SEMAM – Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Controle Urbano (nome pomposo e ineficaz diante da situação) fez na verdade um acórdão com a ACECOL – Associação Cearense de Empresários de Construção e Loteadores juntamente com mais quatro empresas, para simplesmente não recorrer de decisões judiciais acerca da liberação de alvarás e licenciamentos para construção de um condomínio no que restou das dunas do Parque do Cocó. Fato vergonhoso, e lamentável, conforme se pode constatar em documento impresso em papel timbrado da PGM - Procuradoria do Município. Um órgão que não deveria disponibilizar em acordos espúrios o seu dever de defender os interesses do município de Fortaleza e de seus cidadãos. Na página 3 do TAC, destaca-se o seguinte período: “...que tanto o MUNICÍPIO DE FORTALEZA não ajuizarão qualquer medida judicial visando a suspensão, revogação, ou desconstituição de licenciamentos ambientais e alvarás de construção concedidos aos associados da ACECOL em decorrência de matéria em discussão no âmbito das Ações Civis Públicas.” Mais na frente na mesma página, percebemos o valor da negociata, onde se lê: “ A empresa anuente garantidora CENTRAL PARK EMPREENDIMENTOS PARTICIPAÇÕES LTDA..........pagará ao MUNICÍPIO DE FORTALEZA a quantia de R$ 500.000,00 (quinhentos mil reais) como forma de medida compensatória.” Medida compensatória? Este termo é simples para querer fazer-nos de palhaços diante deste grande picadeiro circense. Como pode este valor compensar alguma coisa? Impossível.
Já na página 4 encontramos a ratificação da anomalia jurídica feita pela Prefeitura de Fortaleza, comandada pelos petistas, antes ecologistas, e avalizada pelo Procurador Geral do Município, onde se lê o absurdo: “ Pelo presente TERMO, o MUNICÍPIO DE FORTALEZA em vista da expressa aceitação das sentenças exaradas nos processos......., que tramitam nas 1ª e 2ª Varas da Fazenda Pública de Fortaleza-CE, renunciam expressamente neste ato, o direito de recorrer.” Mas não precisa nem ser jurista, advogado, bacharel de Direito, ou universitário, para saber que isto é um ABSURDO. Basta ter um pouco de bom senso, pois foge à lógica das funções do Município de resguardar o nosso patrimônio. Concluindo a aberração jurídica da Prefeitura, cujo slogan era Fortaleza Bela, o documento é assinado pelo Procurador Geral do Município, Sr. Martônio Mont`alverne Barreto lima; e pelo titular da SEMAM à época, Sr. Adalberto Alencar juntamente com todos empresários interessados, e na destacada data de 16 de outubro de 2012, ou seja, entre o primeiro e o segundo turno das eleições municipais.
Logo nos questionamos. Além dos empresários, quem mais saiu ganhando nesta negociata? O município já recebeu o valor de R$ 500.000,00? Será que este valor compensa a perda ambiental do município? Porque este grande Termo de Ajustamento de Conduta foi assinado entre os dois turnos das eleições? E finalmente, porque agora as pessoas que representavam o município na época dizem que não sabiam de nada, embora até tenham firma reconhecida em cartório. É realmente querer fazer o Fortalezense de tolo.

sexta-feira, janeiro 04, 2013

A FALÁCIA DA REPRESENTATIVIDADE

Ultimamente encontramos na internet diversas opiniões sobre a fracassada gestão de Luizianne Lins e seus asseclas oPorTunistas. Mas esquecemos que a Câmara Municipal também tem sua parcela de culpa. É lastimável ver o nível de nossa representatividade no Poder Legislativo Municipal que deveria ser independente, mas sempre foi subserviente. Basta ver o caso recente da doação de uso do restaurante do Estoril aprovado em plenário no dia 21 de dezembro de 2012. Triste meus amigos. Muito triste. E agora para completar, nova legislatura na Câmara Municipal. E com ela já chegam novas aberrações que o povo não tem consciência da gravidade dos fatos. Dois vereadores acusados de corrupção e de práticas eleitorais condenáveis são guindados a presidentes de Comissões da Câmara Municipal de Fortaleza. O primeiro, vereador Leonelzinho Alencar, está sendo investigado pelo Ministério Público Federal porque sua esposa recebia dinheiro do Bolsa Família, chegando inclusive a chorar diante das câmeras. Lastimável. Este ocupará a Comissão da Copa. A outra a assumir uma presidência de comissão da Câmara Municipal é a Vereadora Magaly Marques, que teve o mandato cassado pelo TRE por compra de votos. Mas pela falta de publicação da decisão, esta foi diplomada e já tomou posse. O pior é que a mesma irá ocupar a principal comissão da Câmara Municipal de Fortaleza, no caso a de Legislação e Justiça. Como pode? Muito contraditório ver uma pessoa condenada pelo TRE assumir logo uma importante comissão. Só no Brasil mesmo. O País do faz de conta. Os dois casos deveriam ter sido evitados por consenso, em respeito ao Poder Legislativo, e aos valores como ética, honestidade e moral. Aí me questiono: Será que estamos realmente bem representados nos Poderes Legislativos deste país, deste estado, nesta cidade? Ou vivemos apenas a falácia da representatividade?