terça-feira, fevereiro 28, 2012

DESABAFO DE UM NÃO BALZAQUIANO



Aqui, eu, dos meus bem vividos 40 aninhos de idade, venho fazer um desabafo balzaquiano. Um termo que se baseia na obra a “A Mulher de 30 anos”, de Balzac. Já algum tempo este termo sempre foi utilizado para definir homens e mulheres que passaram dos 30 anos, e que poderiam estar na “idade do lobo, ou da loba”, por não terem casado. Ou até mesmo ser usado na acepção pejorativa de que estaria se dobrando o cabo da boa esperança...... ou do desespero.
Embora com 40 anos, idade que há 30 ou 40 anos atrás, era tratada com desdém, me sinto bem jovem fisicamente e de espírito. E percebo que algumas lições dadas no passado pelos mais velhos são a mais pura verdade. A idade trás a experiência. E jovialidade não está relacionada à idade cronológica do ser. Como é comum ver “jovens” de vinte e poucos anos que são verdadeiros anciões em ações e preconceitos. Bom mesmo seria a experiência dos 40 anos com um corpo de 25 anos.
Em recente viagem aos Estados Unidos da América, percebi e comprovei que ainda estou bem jovem. No Estado da Flórida, onde existem as montanhas russas mais radicais do mundo, pude aproveitar bastante e botar a adrenalina para fora, que me resultou até em uma queda, onde sangrei, mas não deixei de curtir as curvas e “loopings” da montanha russa Kraken no Parque Sea World. Ser jovem é um estado de espírito. E isto pude sentir na danceteria que fui e senti o dance music e hip hop bater nas minhas veias. Montanha Russa e Dance Music, só resulta em uma coisa: “Put your hands in the air”. Emoção demais da conta. Para tentar manter mais esta jovialidade decidi tentar parar de fumar. Digo tentar, pois não é fácil, e o primeiro passo já dei.
Outro ponto ligado aos chamados balzaquianos e a juventude, se relaciona a sexualidade. Para alguns algo distante, para outros algo constante. Como já diz a propaganda de uma determinada clínica: “Sexo é vida”! Vou mais além e digo que sexo é vida, alegria, prazer, fantasia, tesão, aventura, e serve até para se criar uma família. Digo isto pois existem famílias que são criadas e que cujo alicerce não é, e nem foi o sexo. Sexo é bom demais, e não se trata de quantidade, mas sim de qualidade. Sexo sem cobrança de ser feito. Sexo com segredos e mistérios. Com gemidos, com pegada, com volúpia. Amo sexo, e amo uma fêmea fogosa, que saiba fazer a coisa bem feita e se entregue, se molhe, gema, e chegue ao êxtase. Não gosto de mulheres frias, frígidas, mal amadas, mal copuladas......Amo a mulher fêmea que te olha nos olhos e diz que me deseja......sem pudores, máscaras, ou falsos moralismos que ainda buscam associar, necessariamente, sexo a amor. Podem eles existirem juntos e separados. Sem falar em belos pares de pernas e de seios. Outro aspecto que me chama atenção neste quesito, é que me sinto jovem em relação as práticas sexuais. Principalmente quando encontro uma parceira fogosa, sensual, cheirosa, inteligente, amiga e que curta o momento de forma intensa. Outra coisa boa é que não precisei do “Medical Boston Group”..... Mas se precisar de um comprimido para que a vida permaneça azul, assumirei e tomarei.
Aqui neste desabafo, reflito também sobre uma coisa que denominarei de “Auto-Reflexo”. O que viria a ser este termo? Ele é muito comum de ser encontrado nas pessoas da atualidade, onde os outros buscam refletir em você, aquilo que eles são. Ou seja, as pessoas julgam você por si próprias, baseadas em seus valores e conceitos pessoais. Seus julgamentos não são feitos de forma empírica, fria, e distante emocionalmente dos fatos. No fundo, quando julgamos o próximo o que fazemos é com base em nossos filtros, nossa ótica, e nossos valores pessoais adquiridos ao longo de uma vida. As vezes o que é bom para alguém, necessariamente não é para outro. Mas as vezes dentro de nossas crenças julgamos o próximo com o seguinte pensamento: “Se eu sou capaz de fazer, ou fiz determinada coisa, acho que aquela pessoa também é capaz". E destaque-se aqui que os julgamentos podem ser para coisas boas, quanto para as ruins.
Quanto a julgamento, sinto isto na pele diariamente. Principalmente por ainda ser solteiro. O fato de não ter casado ainda, ou estar solteiro, não significa necessariamente que eu seja melhor, ou pior do que qualquer pessoa. E também não significa que eu esteja desesperado em busca de alguém. Como também o fato de que muitos amigos de minha idade, já casados, não sejam melhores ou piores do que eu. Sempre gostei de namorar. Mas nunca fui “galinha” de namorar duas pessoas ao mesmo tempo. Não consigo manter uma relação séria com duas pessoas ao mesmo tempo, tendo que utilizar a mentira como ferramenta necessária para a manutenção das relações. O máximo que consegui foi ficar com duas mineiras ao mesmo tempo, onde saíamos os três de mãos dadas em São Paulo, e tudo em uma boa. Como solteiro consegui sim fazer amor com pessoas diferentes e de forma gostosa, mas sem envolvimento emocional. Mas solteiro, como estou agora!
Alguns amigos de minha idade, casaram-se, estavam casados, estão casados, irão casar, ou outra coisa que o valha. Alguns estão separados de fato e de direito. Outros com vários filhos de mulheres diferentes, e alguns com o dever de pagar uma pensão. Opções de vida distintas da minha. Mas nem por isto melhores ou piores. Apenas caminhos diferentes traçados por mim, e por eles. Ou seria pelo destino? Sinto que poucos amigos vivem um casamento bom, real e feliz na acepção final do matrimônio. A maioria vive um casamento de fachada, de conveniências sociais, de interesses.....onde inexiste a felicidade, e em muitos casos convive com a traição.......
Poderia eu estar casado, com filhos. Ah, filhos, um pedaço inexistente de mim que começo a sentir falta....Ao longo da vida namorei diversas meninas. Muitas me apaixonei. Algumas amei, como aquelas com quem convivi mais, e me reservo o direito de não expor seus nomes. Outras conheci, me apaixonei, e amei em silêncio. E não falei que amava, porque muitas vezes era cobrado sobre o sentimento do amor. E sexo e amor, são coisas que não se cobra. Surgem, são feitas e aproveitadas. Amores verdadeiros tive, e foram aproveitados intensamente devido estarem no mesmo “time”. Aprendi ao longo destes 40 anos que a felicidade existe. Mas existe em momentos felizes que são construídos ao longo da vida. E não em uma felicidade constante, algo inexistente, em minha opinião. Estou solteiro no momento por opção, ou condição momentânea? Não sei. Só sei que estou solteiro desde o natal de 2011.
Como solteiro, na atual fase, e nas anteriores, conheci pessoas maravilhosas, que merecem amar e serem amadas. Pessoas com quem vale a pena sorrir junto, acordar abraçado, gozar em uníssono, planejar um futuro, chorar, discutir inteligentemente, ver um filme, dançar, comer pipoca, dormir....Não podemos ficar a sonhar com base no complexo de “Cinderela”, esperando o príncipe ou princesa encantada. Temos que viver momentos bons e intensamente. Outra coisa que prezo e respeito é a amizade verdadeira, pois ela é a base de qualquer relação. Graças a Deus tenho amizade com 99,9% de minhas ex-namoradas. E para os maldosos (as), ter amizade com uma ex-namorada, não significa encontrar sempre com elas e ir para a cama. É sim ter respeito quando se reencontra uma pessoa que já passou em nossas vidas. Como solteiro, e não balzaquiano, tenho ônus e bônus,nesta dialética vida. Do mesmo modo meus amigos casados os têm também. Até mesmo para aqueles amigos e amigas que casaram-se por conveniência. Acredito que é possível casar por amor, e viver até que a morte os separe sim. Após os 50 anos de idade, onde o sexo não será mais a base da relação, e sim o amor e o bom papo.
Em uma sociedade moderna como a que vivemos a tecnologia, nos aproxima, mas também nos afasta. Em 1994, eu ouvi falar do termo “Democratização dos Meios de Comunicação”. Hoje isto já é uma verdade, principalmente devido a internet, onde todos se encontram, se falam, se expõe, e se comunicam. Com a popularização da internet, as fronteiras diminuíram, e aquelas pessoas que poderiam estar mais distantes estão mais próximas. Ao mesmo tempo, aqueles que aderiram às redes sociais, acabam por expor sua vida privada aos quatro cantos. Namoros surgem na net. Relacionamentos se acabam pela net. Julgamentos se baseiam nas redes sociais. Enfim, a net, no contexto das relações acaba se tornando uma extensão da vida real sem bits ou bytes. Desde o início da popularização da Net no Brasil no início da década de 90, a utilizo como ferramenta de aproximação das pessoas. Hoje o grande produto utilizado, e que do qual faço parte, é o Face Book. Nele interagimos, conversamos, discutimos e até julgamos. Como jovem, que me sinto e sou , acho que é necessário nossa atual sociedade dominar as novas tecnologias, redes sociais, e internet. Mas também não é pecado, ou errado, não gostar de tudo isto que se resume a Twitter, You Tube, Facebook. O certo é que usar redes sociais nos levam a sair do anonimato para a “publicidade da mediocridade”. Como tal, sei que é público o que posto no Facebook e que poderei sofrer conseqüências do que eu publicar ou comentar. Mas o que não podemos é ficar utilizando a nossa “inteligência” para ficarmos imaginando o que bem quisermos nas redes sociais, com base no que vimos. A imaginação do ser humano é bem desenvolvida, e dos seres femininos, mais fértil ainda.
Resumindo tudo isto, sei que o que desejo é estar ao lado de alguém especial para viver bons e maravilhosos momentos felizes, sem julgamentos, cobranças, neuras, imaginações, e outros aspectos que levem a discussões, separações, distanciamentos. O certo é que os verdadeiros balzaquianos, são aquelas pessoas rancorosas, mal amadas, infelizes, neuróticas, e que em vez de buscarem construir momentos felizes, sempre buscam uma agulha no palheiro para atormentar e criar situações, baseadas no aspecto da propriedade corporal e mental de quem gostam. Ninguém é propriedade de ninguém. Neste sentido chego a conclusão de que sou muito jovem ainda, e que ainda desejo descer muitas montanhas russas na vida. Com alegria e um sorriso nos lábios.

quinta-feira, janeiro 12, 2012

OS VERDADEIROS AGIOTAS NO BRASIL



Chamou-me atenção matéria da imprensa local que dá conta de dados da FEBRABAN, indicando que em 2011 de 29 tarifas bancárias no país, 10 aumentaram. Um grande absurdo. Geralmente, os brasileiros que ganham pouco, ou razoavelmente, principalmente no início de ano devido ao aumento das despesas. Vale notar que algumas tarifas superaram em reajuste o índice do IPCA.

Por conta da necessidade de suprir urgência de aquisição de bens, serviços ou quitação de compromissos, muitas pessoas acabam se endividando mais do que sua capacidade de obter receitas. Diante disto ingressam no mundo do Cheque Especial, Cartões de Crédito, e até no fundo do poço de ter que recorrer a um agiota.

Agiotagem no Brasil é ilegal. E como tal, as autoridade responsáveis “tentam” no país do faz de conta coibir a prática, que muitas vezes além do dinheiro vem acompanhada da violência e ameaças, como formas de cobrança à margem da Lei. Mas não sejamos hipócritas. Enquanto as autoridades “tentam” ou fingem buscar os agiotas que atuam em cima da necessidade alheia em momentos de dificuldade. Os grandes ficam à solta. Para mim, os maiores Agiotas, ou verdadeiros, são os grandes agentes do mercado financeiro como bancos, operadoras de cartões de crédito e financeiras. Estes não são bem fiscalizados, punidos, e cobrados, embora tenhamos legislação e Banco Central para acompanhar de perto.

O que se vê na realidade é a especulação daqueles que trabalham com dinheiro, oferecendo uma moeda que não sei até que ponto está realmente estável, através de créditos financeiros que possuem juros altíssimos, abusivos, extorsivos. A quem realmente interessa este tipo de prática. Como se não já bastasse o sócio chamado Governo, que nos faz tão trabalhar cerca de quatro meses por ano para pagar impostos, ainda somos reféns, sem direito de defesa dos altos juros, multas, e acréscimos diversos cobrados no cartão de crédito, nos financiamentos de imóveis e veículos e no cheque especial. Nas faturas os nomes mudam, mas sempre de forma mascarada chegam para expropriar o pouco de nosso minguado dinheiro de trabalhadores assalariados.

No país da inversão de valores não se dá para entender, porque é mais fácil financiar um veículo de R$ 180 mil, sendo ele a garantia do financiamento, do que um imóvel do mesmo valor. No Brasil, um carro de R$ 180 mil pode ser financiado facilmente, bastando o adquirente ter nome limpo, bom cadastro, e uma renda que possibilite efetuar o pagamento de 24,36,48, 60 parcelas. Ou seja, cinco anos depois, o automóvel já estará quitado, depreciado, e desvalorizado. E o pior é que o carro é um bem fungível, que pode deixar de existir com muito mais facilidade do que uma casa, um apartamento. Entretanto, no país do faz de conta, se um cidadão desejar comprar um imóvel com o mesmo valor de R$ 180 mil, a situação se inverte. As dificuldades serão maiores, o prazo esticado demais para o pagamento chegando a 30 anos. Mas pelo menos uma coisa boa: na maioria dos casos imóveis se valorizam, ao contrário de veículos. Mas esta valorização às vezes não se consubstancia realmente devido as perdas financeiras por conta de juros, longos prazos de pagamento, e excesso de taxas cartoriais na aquisição do “sonho da casa própria”.

Então vale lermos a matéria do jornal Diário do Nordeste no link ao lado (http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=1092632), e depois fazermos nossa reflexão sobre a máquina pública do Brasil que beneficia os verdadeiros agiotas, e as políticas tributárias confiscatórias.

quarta-feira, janeiro 11, 2012

EDUCAÇÃO E CIVISMO. EI Ó SUS, OH, SUS!



Assisti um vídeo (http://www.youtube.com/watch?v=4hGEu-q5wxg) que é bastante interessante, pois mostra algo que muitos brasileiros não sabem. Nós tínhamos mais letra em nosso hino nacional brasileiro.E mostra também como nossos jovens pracinhas da FEB honraram e amavam com patriotismo nosso amado Brasil, mesmo sob ataques aéreos.

A parte instrumental da introdução do Hino Nacional Brasileiro possuía uma letra, que acabou excluída da sua versão oficial do hino. Essa letra é atribuída a Américo de Moura, natural de Pindamonhangaba, presidente da província do Rio de Janeiro nos anos de 1879 e 1880. Em 17 de novembro de 2009, o cantor Eliezer Setton lançou um CD intitulado Hinos à Paisana, das quais uma das faixas é do Hino Nacional Brasileiro com essa introdução cantada.

“Espera o Brasil que vós cumprais com o vosso dever
Ei! Avante, brasileiros! Sempre avante
Gravai o buril nos pátrios anais o vosso dever
Ei! Avante, brasileiros! Sempre avante

Servi o Brasil sem esmorecer, com ânimo audaz
Cumpri o dever na guerra e na paz
À sombra da lei, à brisa gentil
O lábaro erguei do belo Brasil
Ei ó sus, oh, sus!”

Seria engraçado se não fosse triste, mas um dos problemas maiores de nosso país passa pela falta de incentivo à educação. E quando falamos em educação, também nos reportamos aos valores morais e cívicos que não são mais ensinados às nossas crianças e adolescentes. Dá orgulho viajar a outros países, como a Argentina e até mesmo aos Estados Unidos. Países com realidades econômicas, culturais, e de colonização totalmente distintas. Mas que possuem um ponto em comum. Americanos e Argentinos amam suas bandeiras, e se orgulham como nação através do respeito aos seus símbolos nacionais. Enquanto isto em nosso amado Brasil, poucos são aqueles que honram a nossa bandeira, o nosso hino nacional, símbolos maiores de nossa pátria e nação. Muitos sequer sabem cantar nosso hino. E a maioria só usa nossa bandeira e cores verde e amarelo, em jogos da Copa do Mundo. Outra conseqüência da falta de investimento e compromisso com a educação. Enquanto a China é considerada uma nação fechada, comunista, e que tem um capitalismo estatal, suas crianças são privilegiadas com uma educação de qualidade e primor. E no Brasil, que se diz social-democrático, aberto, e de economia de mercado, encontramos uma educação indigna, vergonhosa, que só contribui para a perpetuação de um ciclo de dominação que já dura séculos. Vivemos em um país cercado de nações de origem hispânica, e acaba sendo inadmissível não termos no Brasil a obrigatoriedade de ensino da língua espanhola. Como se falar em Mercosul, integração de povos latino-americanos, se somos o único de língua portuguesa e não nos esforçamos para ter como segunda língua o espanhol. Muito contraditório, mas compreensível no país da inversão de valores, no país do faz de conta. Ei ó sus, oh, sus!

segunda-feira, janeiro 09, 2012

O CAOS DA FALTA DE SEGURANÇA EM FORTALEZA


Parece que a greve dos Policiais Militares acabou finalmente. E para este resultado positivo tivemos o apoio de várias entidades da sociedade civil, incluindo a nossa OAB Ceará. Mas as seqüelas deste movimento ficaram. Muitos foram os que espalharam boatos na internet. Mas muitos também foram aqueles que insistiam em defender, demagogicamente, o governo que demorou a negociar, chegando a afirmar que os arrastões e o aumento da violência em Fortaleza eram apenas boatos da mídia e de desocupados. Isto sem falar, que pessoas como o apresentador do CQC, Marcelo Taz, ficou fazendo nacionalmente pelo twitter piadas de mau gosto com a situação dos fortalezenses.
Só sabe da realidade quem passa por ela. Muitos foram os relatos que recebi por telefone e pela internet de pessoas próximas, que testemunharam ou foram vítimas do caos na segurança pública do Estado do Ceará. Até mesmo eu vivi isto de perto. À tarde, um funcionário da OAB foi ameaçado por um marginal com uma faca em frente à sede da entidade. Sua sorte foi o segurança armado que o livrou do pior. A violência e aumento dos números de práticas criminosas foram reais.
Mas só sentimos a força deste mal que assombrou nossa cidade, quando chega à nossa família. Ao nosso sangue. E digo isto, pois as conseqüências desta greve, que entendo como justa, também chegaram à minha família. Na noite de terça-feira, 03/01, recebi uma ligação informando que a casa de minha tia, uma senhora idosa de 73 anos, foi arrombada pelos bandidos soltos na cidade. Logo o medo chegou. Mas devíamos, mesmo sem apoio ou segurança, ir ao local averiguar, e tentar buscar uma solução para fechar o imóvel que fora arrombado. Ligamos para o CIOPS, mas nada de apoio. Só contamos com a ajuda de um oficial próximo à família que enviou dois soldados armados, que nada puderam fazer.
Dói no coração ver o que vimos. Uma casa revirada de cabeça para baixo. Roupas pelo chão, uma janela arrombada. Pequenos bens comprados ao longo de uma vida de muito suor, nas mãos de bandidos. Objetos sem valor material, apenas sentimental surrupiados. Mas o pior seria ver a imagem triste de uma senhora solteira, sem filhos, ao perceber chorando que seu humilde lar fora violado. Ainda bem que a mesma estava conosco em outro local, e não sofreu conseqüências físicas ou violentas.
Muito se falou de forças de apoio para a segurança da cidade. Mas nos demais bairros da cidade nada de Exército, nem de Força Nacional. Chamar o Exército e a Força Nacional para situações como estas é necessário. Mas em Fortaleza, na verdade, só contribuiu para queimar a imagem do nosso Exército Brasileiro, que foi utilizado de forma política e midiática para gerar uma falsa sensação de segurança. Eles estão aqui, mas foram utilizados para fazer policiamento em zonas nobres, e onde moram nossos “governantes”.
Passado o susto, pois o medo continua, ficamos a nos questionar: Quem arcará com as conseqüências deste movimento grevista que demorou muito para se chegar a um acordo? Terminou uma greve da Polícia Militar, e começa a da Polícia Civil. E não temos nem a quem fazer um simples e ineficaz BO – Boletim de Ocorrências. Já está na hora de refletirmos que sociedade queremos. E a sociedade que queremos, passa pela escolha daqueles que irão nos representar e governar os destinos de cidades e estados.

segunda-feira, dezembro 19, 2011

País do Faz de Conta



País do Faz de Conta
Recentemente li um artigo, intitulado “A Lei Seca e o direito do Cidadão Consumidor de se locomover” do Dr. Rizzatto Nunes, que é mestre e doutor em Filosofia do Direito e livre-docente em Direito do Consumidor pela PUC/SP, e desembargador do Tribunal de Justiça de São Paulo. Ele defende a tese, que concordo, que a forma como se deseja combater o uso de álcool para quem dirige veículos automotores está equivocada. Infelizmente vivemos no país do faz de conta.
Os que ditam os destinos deste país propagam muitas mentiras, que de tanto serem repetidas, parecem ser verdades. Ao povo é dito que existem investimentos em saúde, moradia, emprego e educação, e aproveitando a fonética para rimar, só vislumbramos corrupção. O Brasil é o País das maravilhas de Alice. Onde, similar a obra de Charles Lutwidge Dodgson, conhecido pelo pseudônimo de Lewis Carrol, qualquer caminho serviria para a Alice, pois como ela não tinha destino poderia chegar a qualquer lugar. Os "políticos" brasileiros em termos de práticas democráticas para o futuro da nação não sabem para onde ir, não possuem foco, e inserem no povo o mesmo sentimento.
O que temos é um excesso de legislação, feita por legisladores despreparados para o mister do legislar. Por isto enxergamos aberrações nas casas legislativas, e eu que fui assessor parlamentar desde 1997 sei bem o que é isso. A qualidade de nossa produção legislativa é baixa, e de péssima qualidade. Não adianta querermos inventar a “pólvora” em termos de novas leis, se na prática as mesmas se tornam ineficazes, e as velhas não são cumpridas.
Um exemplo é claro em nossa cidade. No ano de 2008, trabalhava eu como assessor parlamentar de um político de nossa cidade, e conseguimos a aprovação de uma Lei Municipal que iria diretamente colaborar para a redução dos índices de violência relacionados ao consumo do álcool, e por conseqüência os acidentes de trânsito. Trata-se da Lei que proíbe a venda de bebidas alcoólicas em postos de combustível das 23 às 08 da manhã. E o que aconteceu? A lei foi sancionada, possui vigência, mas não tem eficácia, porque nem autoridades municipais e nem estaduais se preocupam em fazer valer a lei com a devida fiscalização e sanções para aqueles que a descumprem.
Acredito que não precisamos de leis para proteger menores, mulheres, idosos, negros, homossexuais. Precisamos sim de homens sérios que façam cumprir a base de nossa legislação, e aplicar sanções aos infratores. No caso do álcool, não precisamos de Lei Especifica. Mas aquele que mata, causa lesão corporal, ou prejuízos materiais, ao dirigir alcoolizado deve ser responsabilizado civilmente e criminalmente com as previsões legais já existentes. Outro exemplo claro se dá em relação as chamadas “minorias”. Bater em mulher, agredir idoso, explorar crianças, discriminar afro-descendentes e homossexuais já seriam ações com previsões tipificadas em Lei. O que não existia era a boa vontade de fazer cumprí-las com sua devida eficácia, e em consonância á legislação pátria. Logo, para tentar aparecer, e se mostrar eficientes, alguns políticos começaram a criar legislações específicas para as chamadas “minorias”. Mas o que vemos na prática é o aumento da violência, semitismo, xenofobia, e preconceitos. Maus tratos contra menores, mulheres, idosos, negros, homossexuais continuam acontecendo. E não seria uma simples lei fria que iria gerar a paz social, ou mudar aspectos do cotidiano da sociedade de modo impositivo.
Creio que o ponto a ser atacado é mais profundo e passa pela educação. Mas não uma educação nos moldes que temos hoje. Uma educação que é mercantilizada Mas uma educação que insira e liberte o cidadão deste país de faz de contas, que seja baseada em valores filosóficos e humanísticos, que há muitos anos foram esquecidos, e que sem eles não podemos ser reconhecidos como verdadeiros irmãos.

O Artigo do professor Rizzatto Nunes pode ser lido no
http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5502805-EI11353,00A+lei+seca+e+o+direito+do+cidadaoconsumidor+de+se+locomover.html

domingo, outubro 23, 2011

ABRAT HOMENAGEIA INTEGRANTE DA ACADEMIA CEARENSE DE LITERATURA E JORNALISMO



No último dia 12 de outubro, por ocasião da solenidade de abertura do XXXIII CONAT – Congresso Nacional de Advogados Trabalhistas, a ABRAT – Associação Brasileira de Advogados Trabalhistas homenageou o Advogado e Jornalista Fernando Dantas, membro da Academia Cearense de Literatura e Jornalismo com o Troféu ABRAT 2011, que foi inspirado na imagem da estátua da Iracema Guardiã criada pelo artista Zenon Barreto, e que está instalada na Praia de Iracema.
Fernando Dantas, que atualmente é Assessor da Presidência da OAB Ceará, e responsável pelo programa OAB na TV, foi um dos responsáveis, juntamente com o Presidente da Comissão de Direito do Trabalho da OAB Ce, Harley Ximenes, pela realização do CONAT em Fortaleza após 32 anos de realização do maior evento da advocacia brasileira. Durante três dias Fortaleza foi capital nacional do Direito do Trabalho, discutindo importantes temáticas.
Para Fernando Dantas, que atua no Direito do Trabalho, foi uma honra ter seu trabalho reconhecido pelos organizadores do segundo maior evento da advocacia brasileira. “Ao ser homenageado, não me sinto sozinho nesta pompa. Este reconhecimento é extensivo ao meu mestre Mokiti Okada, à minha família, à Academia Cearense de Literatura e Jornalismo, à OAB Ceará, à GLMECE , ao SINDJORCE, ao NUAMAC, e a todos que amo e admiro”, afirmou Dantas.

Fonte:www.academiacearense.blogspot.com