quinta-feira, outubro 19, 2006

OTIMISMO E TRABALHO!

O tempo corre! Faltam apenas dez dias para ser definido quem será o novo presidente do Brasil. Se olharmos para trás parece que foi ontem que as esquerdas lançaram a candidatura de Lula em 1989. Mais próximo parece a campanha da vitória que levou a alternância de poder no país, culminada com a posse de Lula em 2002.
Agora no segundo turno se formos analisar o cenário político, percebemos claramente que tudo está favorável à reeleição do primeiro governo popular do Brasil. As pesquisas indicam que iremos vencer com uma boa margem de diferença de votos neste segundo turno. Motivo de orgulho e otimismo diante das mudanças sociais realizadas neste imenso continente chamado Brasil.
Acredito que, talvez, o nosso maior obstáculo a ser vencido não será a oposição dos adversários tucanos que tentam desvirtuar os fatos, e confundir a opinião pública dos eleitores indecisos, ou decididos a votar em branco ou nulo. A nossa maior dificuldade será sem dúvidas a abstenção.
No nordeste, Lula conseguiu grande maioria dos votos. Termômetro que indica a satisfação popular em relação ao governo federal. Mas ao contrário do primeiro turno, onde os candidatos nas eleições proporcionais preocupavam-se mais com o eleitor, e principalmente com aquele que vota no interior, devemos agora redobrar os esforços.
Analisando os números do primeiro turno, percebemos que no Brasil Lula teve 46.662.365 votos. O opositor tucano ficou com 39.968.369. E as abstenções somadas aos votos nulos e brancos totalizaram 29.915.923. Nestes quase trinta milhões de votos é que devemos centralizar nossos esforços como militantes, simpatizantes, ou apoiadores do governo Lula. Esta é uma quantidade expressiva de votos que pode mudar a realidade do resultado final das urnas.
As pesquisas leva-nos a um grande otimismo relacionado à vitória, mas não devemos esquecer do trabalho. Trabalho este que nesta reta final é de fundamental importância para a conquista de novos eleitores adeptos à abstenção voluntária, que crescerá; e aos votos brancos e nulos. Mas também não devemos menosprezar os votos dados aos demais candidatos do PSOL, PDT, e de outros pequenos partidos.
Não dá neste momento para entrar no clima do já ganhou. Não podemos repetir o gosto amargo do que ocorreu na Copa do Mundo. Não nos enganemos. Enquanto estamos aqui buscando convencer amigos, parentes, e colegas de trabalho que neste momento Lula é a melhor opção para o Brasil, as forças ocultas reúnem-se embaixo das asas tucanas para descobrir qual o melhor caminho para desestabilizar a democracia do país. E isto que eu digo não é fruto da imaginação deste que aqui escreve. Contra fatos não há argumentos. A imprensa nacional noticiou a fala do candidato emplumado tucano após a última pesquisa: “Se Lula for reeleito, ele não governará”. Com isto, deve se preocupar o eleitor brasileiro, principalmente os que possuem melhor renda, e maior acesso à educação e aos meios de comunicação.
Não devemos votar simplesmente por votar. Mas refletir no papel o que realmente mudou. E o que significa a volta do PSDB e PFL ao poder deste país? Um grupo de herdeiros de tradições que vem desde o colonialismo português, passando por “partidos” como Arena e PDS. Para eles foram mais de 500 anos no poder.
Ao ligar a TV, assistimos apenas discursos evasivos do ex-governador de São Paulo, que fala: O Lula e o PT já tiveram sua chance de governar”. E com certeza eles também tiveram uma chance. E que chance! Foram mais de cinco séculos com políticos no poder que representavam apenas as “elites” tupiniquins deste amado Brasil.
Precisamos, sim, não deixar de sermos otimistas, mas sem esquecer que o trabalho é fundamental para o futuro de nosso povo. O futuro desta nação abençoada por Deus. Não um Deus Opressor, que tenta passar a teoria do Determinismo Divino. Mas um Deus que tenta viver com seus filhos valores de humildade, solidariedade, altruísmo e amor.

Fernando DantasAdvogado/Jornalista

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